Estrofe Marca, Mantra
Antonio Carlos Rocha
Sempre que eu vejo
A marca Adhi Da
Lembro do Mestre, Fé
Em vietnamita
Adhi Da Phat
Adhi Da, monge
Adhi Da, Frei
Adhi Da, Phra
Adhi Bud Dha
Um ser Primordial
Anjo e Arcanjo
Querubim
Muito ajuda
Até o fim.
Estrofes Memoriais
Antonio Carlos Rocha
Mãe Rôxa
Avó paterna
Tinha esse nome
Pela cor de sua
Pele, epiderme
tez aveludada
Ó iluminada !
Cada vez que vejo
Bandeira lilás
Lembro dela, Mãe
Rôxa, Rocha, avó
Mulher demais.
Viúva os criou
Seis filhos:
Três belos meninos
Três guapas meninas
Netos e bisnetos
Netas e bisnetas
Estamos no mundo
Somos profundos.
Meu avô paterno
Manuel cigano
Não podia ver um
Só acampamento
Saía da roça
Ia ter com eles
Belo dia se foi
Não voltou mais.
Minha avó esperou
Foi atrás dele
Manuelzinho,
Tadinho, morreu
Duro, fulminante
De triste ataque.
Lá em Pernambuco
Longínqua cidade
Bezerros querida
Meu avô perdeu a
Vida, foi pro céu
Ciganos, eu amo !
Memento Caxias
Colégio Estadual Duque de Caxias – nº 8 – agosto – 2023 – RJ – Informativo -
Prof. Antonio Carlos P. Borba Rocha
http://estudoliteraturas.blogspot.com.br
* Na sexta-feira, 03/08/23, recebemos a visita da Ester Rodrigues e suas pequenas filhas: Micaelly Vitória e Luzia Vitória. Ester é filha da Lídia Lizardo, da cozinha e contou que a mãe trabalha no Colégio há 28 anos...
*Quando ela era pequena, a mãe não tinha com quem deixar a menina para trabalhar e trazia-a para o Duque...
* Esterzinha, como era conhecida dormiu várias vezes na Biblioteca do Colégio...
* A antiga Diretora Ailene foi madrinha de 15 anos da então jovem Ester e depois madrinha do casamento...
* Ester estudou aqui, no CEDCRJ, da sexta série até o segundo ano do Ensino Médio. Ela está grávida de 8 meses, em setembro, provavelmente no dia 11, vai nascer o Ezequiel. Desejamos a esta bonita família os melhores votos de felicidade, saúde e bênçãos...
* Agosto é o mês dedicado aos pais. No segundo domingo, logo, Feliz Dia dos Pais, boas festas e comemorações !
* Agosto também é dedicado ao Folclore, importante data no calendário. O tema é amplo e abrange diversas áreas do saber, do conhecimento, desde os utensílios domésticos até vestimenta, culinária, danças regionais, artes em geral, artesanato, músicas, literaturas populares etc.
* Em nossa Biblioteca temos vários livros sobre o assunto, autoria do estudioso Luiz da Câmara Cascudo.
* Não esquecer também que 25 de Agosto é o Dia do Pacificador, Duque de Caxias, Luiz Alves de Lima e Silva, Dia do Soldado. O município está em festas.
* Por falar em Literatura Popular vejamos uma estrofe interessante, desconhecemos o autor da preciosidade:
“Entre a rudeza
E a arrogância
É tão forte a ignorância
Tão cruel e tão mendaz.
Que a própria Sabedoria
De tudo sabendo tanto
Não pode saber de quanto
O ignorante é capaz”
* Um bom exercício é procurar no dicionário as palavras desconhecidas.

*A foto é do escritor, professor, jornalista Luiz da Câmara Cascudo, nasceu em Natal, RN, 1898-1986. Especialista em Folclore, publicou mais de 10 livros sobre o assunto: historiador, sociólogo, musicólogo, antropólogo, etnógrafo, poeta, advogado (foto wikipédia).
* Aliás, em 2003 tive a honra de ficar 17 dias no Semi Árido Nordestino, entre as cidades de Açu e Mossoró estudando itens do folclore da região no tempo das festas juninas. E percebi a ampla hospitalidade do povo da região.
* Outra escritora que gostava muito de Folclore era Cecília Meireles. Os seus espólios, os seus rascunhos encontram-se na Fundação Rui Barbosa, no bairro de Botafogo. Existem sete volumes a serem publicados sobre o tema. Ela escrevia muito para os jornais da época.
Memento Caxias
Colégio Estadual Duque de Caxias – nº 7 – julho – 2023 – Leituras – Palavras - RJ - Construtivistas – Poesias –Gramática - Prof. Antonio Carlos P. Borba Rocha
http://estudoliteraturas.blogspot.com.br
* “Bora Brasil”, vamos torcer pela Copa Feminina Mundial de Futebol. Penso que daqui para a frente o futebol feminino terá um forte alento em terras brasileiras.
* Gramaticalmente falando, o termo “bora” inserido no parágrafo acima é uma contração da expressão “vamos embora Brasil”. Na década de 1970 havia a gíria “vambora” evidenciando a contração acima citada.
* O cantor e compositor Jorge Benjor gravou na época a música “Bebete vãobora” para signficar “ Bebete vamos embora”... isto é um bom exemplo de Gramática Histórica de fundo popular. Ou seja, o linguajar informal do povo visto sob o prisma da atualidade.
* Outro dia, mais um aluno nos perguntou se em nossa biblioteca tínhamos livros de “desenvolvimento pessoal”, “auto-superação”.
Como dissemos anteriormente, muitos criticavam equivocadamente tais obras de “autoajuda”, tinham preconceitos, mas hoje há estudos sérios na área e séries dedicadas à Administração de Empresas e similares estão tendo boa aceitação do público.
Por exemplo, um dos autores mais bem comentados e aceitos do momento é Vishen Lakhiani, nascido na Malásia e radicado nos EUA, engenheiro de informática, autor de “O Código da Mente Extraordinária” com o subtítulo “10 Leis para ser Feliz e bem sucedido fazendo o que você acredita”, 304 páginas.
Este livro ficou várias semanas na lista dos mais vendidos do jornal New York Times, dos EUA, e vendeu milhares de cópias, já traduzidos em várias línguas. No Brasil foi publicado pela editora Figurati.
Vishen é um jovem empresário muito conceituado internacionalmente, fundador da “Mindvalley”. Se o leitor procurar na web detalhes sobre esta empresa verá surpreso que Lakhiani está inovando o sistema educacional global por meio de novos modelos de aprimoramento do potencial humano.
Vishen também é autor de outro livro “best seller” do New York Times: “O Buda e o Cara – a secreta arte milenar para ter sucesso no trabalho e na vida” publicado pela Editora Citadel, 336 páginas.

* Diga-se de passagem que a Festa Junina/Julina e a Comemoração das Nações foi muito boa. Parabéns aos alunos participantes, aos professores orientadores, à equipe diretiva do CEDCRJ e demais funcionários e a todos os que direta ou indiretamente colaboraram para o sucesso do evento.
* Observe a criativa capa do livro selecionado deste mês. Nos remete ao famoso “jogo da velha”, mas como a Mente Extraordinária é criativa ela ultrapassa a forma antiga e sugere uma nova postura de vitória.
Sem pressa e sem atropelos podemos questionar os apegos e vencer as amarras. É isso o que o livro fala.
Estrofes Femininas
Antonio Carlos Rocha
Todas as mulheres são Deusas
Deus assim as criou
Bonitas de contemplar
Belíssimas de amar, das mais
Diferentes formas desejar.
Umas são amigas
Outras musas inspiradoras:
Consortes repaginadas, professoras,
Mestras, doutoras
Médicas éticas
Infinitas até onde não sabemos.
Chapeuzinho Vermelho converte Lobo Mau ao Budismo.
Antonio Carlos Rocha
- Ô menina ! O que você está fazendo com este chapéu vermelho?
- Oi seu Lobo, é que eu sou budista, pertenço a uma linhagem Tibetana chamada de Gorros Vermelhos. E o inverno começou ontem.
- Budista? O que é isso?
- Ah ! seu Lobo, Budismo é uma Filosofia muito bonita.
- E o que gente aprende lá?
- Por exemplo: “toda ação tem uma reação”, ou seja, se o sr. praticar o mal, pensar mal ou falar mal de alguém, o mal volta para o sr.
- Então quer dizer que eu tenho de deixar de ser Lobo Mau?
- Certo, isto é, daqui pra frente o sr. tem que ser o Lobo Bom.
- Mas e a minha cadeia alimentar?
- Ah ! use a criatividade, deixe de ser violento, torne-se vegano, vegetariano.
- E o que é que eu ganho com isso?
- O sr. vai para o Nirvana, para o Céu, para o Paraíso que é lindíssimo !
- Menina, você está começando a me convencer, se desse jeito eu vou para o Céu é uma boa, quero ser budista também.
Buda Shiki – o Iluminado que veio antes de Sidarta.
Antonio Carlos Rocha
“Oyá – Shiki – Ri” é um mantra de uma única palavra, em japonês, podemos entender como: “Louvado seja o Buda Shiki que veio antes de Gotama”.
O grande pensador japonês Daisetz Teitaro Suzuki, em seu livro Mística Cristã e Budista, página 162, (editora Itatiaia, 1976) afirma que Oyá “é tanto maternidade quanto paternidade, não no sentido biológico, mas como símbolo de benevolência”, por isso Oyá Samá é Buda.
No Dicionário Budista, página 310, (editorial Kier, Buenos Aires, 1989) lemos que Shiki é o nome de um antigo Buddha, em japonês, bem antes de Sidarta Gautama.
Ainda no livro Mikkyo – Budismo Esotérico Japonês, página 656, ficamos sabendo que Shi em japonês é a famosa meditação plena atenção, Dhyana e Ki, página 650, é a energia vital, o prana. Então este famoso Buddha da Antiguidade, grandioso Shiki tinha esse nome porque ele utilizava a energia vital durante as práticas de meditação, ou seja, com plena atenção o Bem Aventurado Shiki manuseava o poder do prana para ajudar as pessoas e desenvolver seus caminhos espirituais. Por fim, a última sílaba Ri quer dizer Princípio, origem, página 655. (livro citado publicado em 2007, na Espanha).
Portanto, “Oyá-Shiki-Ri” quer dizer “o Buddha Shiki, que desde o princípio, através do prana, a energia vital da vida, nos ajuda na meditação de plena atenção com os seus poderes búdicos”.
“Oyá-Shiki-Ri” é uma oração, uma palavra sagrada, uma prece de palavra única, uma recitação constituída das 5 sílabas que estudamos acima. Repita, declame (como se fosse uma poesia) com fé, em tudo o que você fizer e veja uma energia de alegria tomar conta e te envolver desde o princípio de todas as origens.
O símbolo deste Buda Shiki é um sol com 21 raios, a saber: as 4 nobres verdades (1 – a existência da dor holística, 2 – a origem desta dor ou sofrimento, 3 – o término desta dor e 4 – o caminho que leva ao fim desta dor), o caminho óctuplo (1 – palavra correta, 2 – ação correta, 3 – meio de vida correto, 4 – esforço correto, 5 – plena atenção correta, 6 - concentração correta, 7 – pensamento correto, 8 – compreensão correta) , as 6 perfeições (1 – caridade, generosidade, 2 – plena atenção, 3 – tolerância, 4 – perseverança, 5 – meditação, 6 – sabedoria) e as 3 gemas (o Buddha, o Darma e a Sangha).
E, por que 21 ? Porque você pode fazer um retiro espiritual de 21 dias (conforme antigas orientações do Budismo Theravada do Sri Lanka, que refere-se ao Buda Shiki, citado por Sathya Narayan Goenka, professor leigo de Meditação Vipassana (plena atenção, mindfulness), conforme linhagem leiga de Myanmar, antiga Birmânia onde ele aprendeu esta técnica.
No livro de sua autoria “Jóia sobre Ouro – Cânticos do Dhamma”, editora Dhamma Livros, 2015, Goenka escreve na pág. 25 “homenagem a Sikhi, compassivo com todos os seres”.
É interessante que a Filosofia japonesa PL – Perfect Liberty, fundada por um monge zen-budista da linha Obáku Zen e outro xamã leigo do Budismo Esotérico Shingon, no princípio do século 20, eles também usam a palavra “Oyashikiri” como sagrada prece. E o símbolo da PL é o sol com 21 raios que se encontra na frente de um templo desta linhagem, no Japão.
Comecei com Suzuki, vou terminar com ele. No livro ‘O Buda de La Luz Infinita’ , página 11, ele afirma: “O budismo fala de 84 mil caminhos distintos para a iluminação suprema”. (editorial Paidós, Barcelona, 2001).
Com certeza, “Oyá-Shiki-Ri” é um desses !