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domingo, 11 de maio de 2014

Mães desta e de vidas anteriores



Dia das Mães


Reverenciamos nossas mães, não apenas desta vida, mas de vidas anteriores. A todas, nossa eterna gratidão.

E para comemorar a data, vamos transcrever um trecho do “Evangelho de Buda”, página 158, editora Pensamento, 2009:

“Ofereça a todas as criaturas pensamentos e ações de amor. A seus pais, olhando para o Oriente (Leste), de onde brota a Luz. A seus mestres, olhando para o Sul, de onde provêm valiosos dons. À sua mulher e seus filhos, olhando para o Ocidente (Oeste), de onde fulgem suaves e delicadas cores e onde morrem os dias. A seus amigos, parentes e a todos os seres, olhando para o Norte. Aos humildes, inclinando-se para o solo (Nadir). Aos santos, aos anjos e aos mortos bem-aventurados, contemplando o céu (Zênite).

Procedam vocês também assim e, saudarão o mundo em suas seis direções cardeais”.

- eis uma prática multimilenar, que vem do antigo Brahmanismo e que o Senhor Buddha adotou.

- A reverência às seis direções do universo deve ser feita pela manhã e à noite.


domingo, 12 de maio de 2013

Gratidão às Mães



A Minha Mãe

Helion Povoa Filho


Depois de um dolorífico martírio
Jesus, ao morrer, no último suspiro,
Falou o nome da mãe na agonia,
Como a sugerir que este sacro amor
Seria o derradeiro pensamento,
O ponto do qual a alma encetaria
O último vôo para o firmamento!

O amor de mãe é a áurea ligação
Unindo a idade jovem à madura.
E o tempo pode a face nos sulcar,
Ou mesmo nossa fronte argentear,
Mas manteremos esta devoção
Ao anjo mais divino e mor fulgor
Que Deus nos concedeu, tão benfazente!

Comentários:

- a poesia acima está na página 40, do ótimo livro “Chuva no Mar”, autoria do citado poeta, médico e docente universitário. Foi publicado em 1988, pela Typelaser Desenvolvimento Editorial.

- Hoje é comemorado o Dia das Mães, e também o Dia de Buda. Certa feita, lendo um trabalho sobre o Budismo Tibetano aprendi que devemos reverenciar todos os seres vivos como se fossem nossas “mãezinhas”. Pois é bem provável que ao longo das infinitas reencarnações anteriores eles, os seres vivos possam ter sido nossas mães, em qualquer um dos planos/reinos visíveis e invisíveis.

- Por conseguinte, saudamos nossas mães anteriores e nossas futuras mães, nas futuras reencarnações.

- a capa do livro Chuva no Mar é da gravurista Heloisa Pires Ferreira.

- o prefácio é do professor doutor Dagmar Aderaldo Chaves, então presidente da Academia Carioca de Letras.