Antonio Carlos Rocha*
“Foi graças ao budismo que a busca da liberdade e da igualdade, assim como os esforços de lutas contra discriminações, se tornaram deveres a ser perseguidos por toda a humanidade. O budismo se transformou numa fonte inspiradora de forças para o idealismo” (Direitos Humanos no Século XXI, Austregésilo de Athayde e Daisaku Ikeda, Editora Record, página 74).
Em 1993, o presidente da linhagem budista Soka Gakai Internacional, Daisaku Ikeda, visitou o Rio de Janeiro. Austregésilo o esperava no Aeroporto Internacional do Galeão, havia duas horas. Sugeriram então, em função da idade, que o presidente da Academia Brasileira de Letras descansasse em uma sala mais confortável e ele respondeu:
“Esperei por Ikeda durante 94 anos. Não me custa nada aguardá-lo por mais duas horas”.
Daisaku Ikeda é membro correspondente da Academia Brasileira de Letras.
(fonte: Brasil Seikyo, semanário budista, nº 1966, 06/12/2008).
Antonio Carlos Rocha é escritor.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
domingo, 25 de janeiro de 2009
Tratado Geral sobre a Fofoca
Antonio Carlos Rocha*
Publicado em 1978, pela Summus Editorial, o livro, com o título acima, é atualíssimo, principalmente em tempos de BBB. Autoria do famoso psicanalista José Ângelo Gaiarsa, ele junta ao longo das 238 páginas e muitas ilustrações, um pouco de “psicanálise, existencialismo, fenomenologia, bioenergética, biomecânica, psicologia social e biofeedback”.
O subtítulo é “uma análise da desconfiança humana” e então chegamos a conclusão que somos todos, os habitantes do planeta: fofoqueiros, conspiradores.
Mas ele sugere a solução, no capítulo 28, página 167: “A única defesa eficaz contra a fofoca é ir dizendo logo tudo sobre a vida da gente – para qualquer um – em qualquer lugar – a qualquer hora. É ir contando o que acontece com a gente como se a gente estivesse fazendo fofoca de si mesmo o tempo inteiro. Com isso a fofoca sobre a gente não pára – muito pelo contrário ! Mas a gente deixa de se incomodar com ela ! É que aí é tudo verdade”.
Ou como diria o Buda: “Ninguém no mundo escapa à crítica: são criticados os que ficam em silêncio, os que falam em excesso, ou os que falam com moderação. Não há, nunca houve e jamais haverá pessoal alguma totalmente livre de censuras, ou permanentemente louvada.” (página 41, Dhammapada, editora Pensamento, 1993, versículos 227 e 228).
Trocando em miúdos, como diz a sabedoria popular: relaxa !
Quem esquenta a cabeça é palito de fósforo e esse tem vida curta.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor.
Publicado em 1978, pela Summus Editorial, o livro, com o título acima, é atualíssimo, principalmente em tempos de BBB. Autoria do famoso psicanalista José Ângelo Gaiarsa, ele junta ao longo das 238 páginas e muitas ilustrações, um pouco de “psicanálise, existencialismo, fenomenologia, bioenergética, biomecânica, psicologia social e biofeedback”.
O subtítulo é “uma análise da desconfiança humana” e então chegamos a conclusão que somos todos, os habitantes do planeta: fofoqueiros, conspiradores.
Mas ele sugere a solução, no capítulo 28, página 167: “A única defesa eficaz contra a fofoca é ir dizendo logo tudo sobre a vida da gente – para qualquer um – em qualquer lugar – a qualquer hora. É ir contando o que acontece com a gente como se a gente estivesse fazendo fofoca de si mesmo o tempo inteiro. Com isso a fofoca sobre a gente não pára – muito pelo contrário ! Mas a gente deixa de se incomodar com ela ! É que aí é tudo verdade”.
Ou como diria o Buda: “Ninguém no mundo escapa à crítica: são criticados os que ficam em silêncio, os que falam em excesso, ou os que falam com moderação. Não há, nunca houve e jamais haverá pessoal alguma totalmente livre de censuras, ou permanentemente louvada.” (página 41, Dhammapada, editora Pensamento, 1993, versículos 227 e 228).
Trocando em miúdos, como diz a sabedoria popular: relaxa !
Quem esquenta a cabeça é palito de fósforo e esse tem vida curta.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor.
sábado, 24 de janeiro de 2009
O pós-moderno e a bomba atômica
Antonio Carlos Rocha*
“Simbolicamente o pós-modernismo nasceu às 8 horas e 15 minutos do dia 6 de agosto de 1945, quando a bomba atômica fez boooom sobre Hiroxima. Ali a modernidade – equivalente à civilização industrial – encerrou seu capítulo no livro da História, ao superar seu poder criador pela força destruidora. Desde então, o Apocalipse ficou mais próximo.
“Historicamente o pós-modernismo foi gerado por volta de 1955, para vir à luz lá pelos anos 60. Nesse período, realizações decisivas irromperam na arte, na ciência e na sociedade. Perplexos, sociólogos americanos batizaram a época de pós-moderna, usando termo empregado pelo historiador Toynbee em 1947.”
O trecho acima está na página 20 do ótimo volume de bolso O Que é Pós-Moderno, de autoria do escritor e jornalista Jair Ferreira dos Santos, ed. Brasiliense, publicado em 1986 e conta, até hoje, com várias edições. É o nº 165 da consagrada coleção Primeiros Passos. O historiador britânico Arnold Toynbee, no final da vida, converteu-se ao Budismo Nichiren, através da linhagem Saka Gakkai.
Considerando que as duas bombas atômicas, lançadas pelos EUA, acabaram com tudo nas cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki, causando um verdadeiro holocausto, o pós-modernismo também vem questionando uma série de coisas e, como cita o autor, na página 108:
“Quanto a condição pós-moderna, aí o buraco é mais embaixo. Condição quer dizer: como é que as pessoas sentem e representam para si mesmas o mundo onde vivem. Ora, a condição pós-moderna é precisamente a dificuldade de sentir e representar o mundo onde se vive. A sensação é de irrealidade, com vazio e confusão. Só se fala em desencanto, desordem, descrença, deserto. É como se a lógica e a imaginação humana falhassem ao representar a realidade, e alguma coisa estivesse se esvaziando, zerando. Olhemos o quadro abaixo. Sacamos que o pós continha vários des (princípio esvaziador). Outros des poderiam ser apontados. Com que soma algébrica, com que resultado?
“Des – referencialização do Real, des – materialização da Economia, des – estetização da Arte, des – construção da Filosofia, des – politização da Sociedade, des – substancialização do Sujeito = a soma é ZERO”.
O pós-modernismo traz o seguinte epitáfio: aqui jaz o mundo.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor.
“Simbolicamente o pós-modernismo nasceu às 8 horas e 15 minutos do dia 6 de agosto de 1945, quando a bomba atômica fez boooom sobre Hiroxima. Ali a modernidade – equivalente à civilização industrial – encerrou seu capítulo no livro da História, ao superar seu poder criador pela força destruidora. Desde então, o Apocalipse ficou mais próximo.
“Historicamente o pós-modernismo foi gerado por volta de 1955, para vir à luz lá pelos anos 60. Nesse período, realizações decisivas irromperam na arte, na ciência e na sociedade. Perplexos, sociólogos americanos batizaram a época de pós-moderna, usando termo empregado pelo historiador Toynbee em 1947.”
O trecho acima está na página 20 do ótimo volume de bolso O Que é Pós-Moderno, de autoria do escritor e jornalista Jair Ferreira dos Santos, ed. Brasiliense, publicado em 1986 e conta, até hoje, com várias edições. É o nº 165 da consagrada coleção Primeiros Passos. O historiador britânico Arnold Toynbee, no final da vida, converteu-se ao Budismo Nichiren, através da linhagem Saka Gakkai.
Considerando que as duas bombas atômicas, lançadas pelos EUA, acabaram com tudo nas cidades japonesas de Hiroxima e Nagasaki, causando um verdadeiro holocausto, o pós-modernismo também vem questionando uma série de coisas e, como cita o autor, na página 108:
“Quanto a condição pós-moderna, aí o buraco é mais embaixo. Condição quer dizer: como é que as pessoas sentem e representam para si mesmas o mundo onde vivem. Ora, a condição pós-moderna é precisamente a dificuldade de sentir e representar o mundo onde se vive. A sensação é de irrealidade, com vazio e confusão. Só se fala em desencanto, desordem, descrença, deserto. É como se a lógica e a imaginação humana falhassem ao representar a realidade, e alguma coisa estivesse se esvaziando, zerando. Olhemos o quadro abaixo. Sacamos que o pós continha vários des (princípio esvaziador). Outros des poderiam ser apontados. Com que soma algébrica, com que resultado?
“Des – referencialização do Real, des – materialização da Economia, des – estetização da Arte, des – construção da Filosofia, des – politização da Sociedade, des – substancialização do Sujeito = a soma é ZERO”.
O pós-modernismo traz o seguinte epitáfio: aqui jaz o mundo.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Gaza e Kalinga
Antonio Carlos Rocha*
No século III aC. existiu na Índia, um rei sanguinário chamado Asoka. Em sua corrida armamentista e conquistadora ele anexou e subjugou pela força os feudos e reinos da época, unificando o que, geograficamente, nós conhecemos por subcontinente indiano. Tal e qual o capitalismo mundial que hoje, domina pela força das armas e da economia todo o planeta, visto que, grande parte dos países orientam-se pela cartilha capitalista.
O último baluarte da sanha destruidora de Asoka foi a região de Kalinga, no episódio que ficou conhecido na História da Índia como a “Batalha de Kalinga”, onde, dizem os textos, ele eliminou 100 mil pessoas e fez prisioneiros mais de 150 mil habitantes.
Consta que após o “cessar-fogo”, ele foi visitar os campos de sua impressionante vitória e contemplou os corpos mutilados, dizimados, decapitados, decepados de crianças, mulheres, homens; os sobreviventes inválidos, paralíticos, paraplégicos etc. Enfim, ele vencera ! E não tinha mais ninguém que pudesse rivalizar com ele. Era o maioral, o bam-bam-bam ! (leia-se bang-bang-bang ! ).
Tal e qual o capitalismo vitorioso faz atualmente em qualquer parte do mundo: o capitalismo venceu pela força das armas, da economia, do desemprego, do desamparo, das filas nos hospitais públicos, dos salários irrisórios, das escolas carentes, dos transportes de massa ineficientes, dos remédios caros etc.
Como bem disse Jesus: “A César o que é de César ! ”. É um ato de sabedoria reconhecermos que o capitalismo venceu. Não sejamos mais suicidas. Os louros da vitória dos campos de Kalinga pertencem hoje ao capitalismo mundial.
Consta que, após saborear sua terrível vitória o rei Asoka arrependeu-se, não tinha mais com quem brigar. Converteu-se ao Budismo. Curiosamente, o capitalismo mundial hoje faz o mesmo. Não tendo mais adversários à altura começam a falar em esperança, escreva-se: e$perança por dia$ melhore$, para eles – claro !
Kalinga, ontem, Gaza hoje ! Amanhã... Que triste vitória capitalismo !
Sábio Jesus: “A César o que é de César ! “.
- dados históricos com base no Dicionário Budista, ed. Kier, Buenos Aires,1989.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor.
No século III aC. existiu na Índia, um rei sanguinário chamado Asoka. Em sua corrida armamentista e conquistadora ele anexou e subjugou pela força os feudos e reinos da época, unificando o que, geograficamente, nós conhecemos por subcontinente indiano. Tal e qual o capitalismo mundial que hoje, domina pela força das armas e da economia todo o planeta, visto que, grande parte dos países orientam-se pela cartilha capitalista.
O último baluarte da sanha destruidora de Asoka foi a região de Kalinga, no episódio que ficou conhecido na História da Índia como a “Batalha de Kalinga”, onde, dizem os textos, ele eliminou 100 mil pessoas e fez prisioneiros mais de 150 mil habitantes.
Consta que após o “cessar-fogo”, ele foi visitar os campos de sua impressionante vitória e contemplou os corpos mutilados, dizimados, decapitados, decepados de crianças, mulheres, homens; os sobreviventes inválidos, paralíticos, paraplégicos etc. Enfim, ele vencera ! E não tinha mais ninguém que pudesse rivalizar com ele. Era o maioral, o bam-bam-bam ! (leia-se bang-bang-bang ! ).
Tal e qual o capitalismo vitorioso faz atualmente em qualquer parte do mundo: o capitalismo venceu pela força das armas, da economia, do desemprego, do desamparo, das filas nos hospitais públicos, dos salários irrisórios, das escolas carentes, dos transportes de massa ineficientes, dos remédios caros etc.
Como bem disse Jesus: “A César o que é de César ! ”. É um ato de sabedoria reconhecermos que o capitalismo venceu. Não sejamos mais suicidas. Os louros da vitória dos campos de Kalinga pertencem hoje ao capitalismo mundial.
Consta que, após saborear sua terrível vitória o rei Asoka arrependeu-se, não tinha mais com quem brigar. Converteu-se ao Budismo. Curiosamente, o capitalismo mundial hoje faz o mesmo. Não tendo mais adversários à altura começam a falar em esperança, escreva-se: e$perança por dia$ melhore$, para eles – claro !
Kalinga, ontem, Gaza hoje ! Amanhã... Que triste vitória capitalismo !
Sábio Jesus: “A César o que é de César ! “.
- dados históricos com base no Dicionário Budista, ed. Kier, Buenos Aires,1989.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Previsões Budistas
Antonio Carlos Rocha*
O líder budista Ryuho Okawa, fundador da ordem japonesa Ciência da Felicidade (www.kofuku-no-kagaku.or.jp ) em seu livro As Leis Douradas, ed. Best Seller, 2001, informa:
“Por volta de 2100 será possível conhecer outros mundos. A nova tendência será a viagem espacial...
“A água será produzida cientificamente, a partir de reações químicas entre o hidrogênio e o oxigênio...
“Outra invenção revolucionária do século XXII será um aparelho de comunicação com o Mundo Espiritual...
“Um evento marcante dessa era será o fato de que uma grande parte do continente norte-americano terá afundado no oceano. A área dos Estados Unidos ficará restrita a uma estreita península na linha da atual cordilheira formada pelas montanhas Rochosas. Embora prefira não mencionar a época exata em que isso ocorrerá, posso dizer que o processo será iniciado pela costa oeste do continente, ao redor de São Francisco e da Califórnia. Em seguida o mesmo ocorrerá na costa leste, ao redor de Nova York. A bacia do Mississipi será a terceira a afundar...
“O início do século XXIV será marcado por violentos movimentos tectônicos (...) Os Estados Unidos – a Atlântida moderna – afundarão para dar lugar a Atlântida original...
“É impossível prever exatamente o período em que Jesus irá renascer, mas deve ser por volta de 2400...
“O século XXVI assistirá a outra série de transformações. Haverá, inicialmente, a submersão de uma extensa área onde se localizam atualmente o Oriente Médio e o sul da África. O Oriente Médio terá passado por incessantes conflitos ao longo de centenas de anos...”.
- trechos das páginas159 a 169.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor.
O líder budista Ryuho Okawa, fundador da ordem japonesa Ciência da Felicidade (www.kofuku-no-kagaku.or.jp ) em seu livro As Leis Douradas, ed. Best Seller, 2001, informa:
“Por volta de 2100 será possível conhecer outros mundos. A nova tendência será a viagem espacial...
“A água será produzida cientificamente, a partir de reações químicas entre o hidrogênio e o oxigênio...
“Outra invenção revolucionária do século XXII será um aparelho de comunicação com o Mundo Espiritual...
“Um evento marcante dessa era será o fato de que uma grande parte do continente norte-americano terá afundado no oceano. A área dos Estados Unidos ficará restrita a uma estreita península na linha da atual cordilheira formada pelas montanhas Rochosas. Embora prefira não mencionar a época exata em que isso ocorrerá, posso dizer que o processo será iniciado pela costa oeste do continente, ao redor de São Francisco e da Califórnia. Em seguida o mesmo ocorrerá na costa leste, ao redor de Nova York. A bacia do Mississipi será a terceira a afundar...
“O início do século XXIV será marcado por violentos movimentos tectônicos (...) Os Estados Unidos – a Atlântida moderna – afundarão para dar lugar a Atlântida original...
“É impossível prever exatamente o período em que Jesus irá renascer, mas deve ser por volta de 2400...
“O século XXVI assistirá a outra série de transformações. Haverá, inicialmente, a submersão de uma extensa área onde se localizam atualmente o Oriente Médio e o sul da África. O Oriente Médio terá passado por incessantes conflitos ao longo de centenas de anos...”.
- trechos das páginas159 a 169.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Gandhi e o Socialismo
Antonio Carlos Rocha*
Nunca a mensagem de Mahatma Gandhi foi tão atual e tão necessária. Sua vida é muito conhecida, parte dos seus pensamentos também. Mas, a reflexão que transcrevemos a seguir, até prova em contrário, pouca gente conhece:
“Quero um socialismo puro como um cristal. São precisos, portanto, meios puros como o cristal para consegui-lo. Meios impuros resultam num fim impuro. Não obteremos a igualdade entre o príncipe e o camponês cortando a cabeça do camponês. Cortar cabeças não pode equiparar quem dá trabalho a quem é assalariado...
“Só os socialistas, sinceros, não-violentos e puros de coração conseguirão instaurar uma sociedade socialista na Índia e no Mundo”.
O trecho acima está na página 199 do livro Mahatma Gandhi – o Apóstolo da Não-Violência, de Huberto Rohden, ed. Martin Claret, 2000.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor.
Nunca a mensagem de Mahatma Gandhi foi tão atual e tão necessária. Sua vida é muito conhecida, parte dos seus pensamentos também. Mas, a reflexão que transcrevemos a seguir, até prova em contrário, pouca gente conhece:
“Quero um socialismo puro como um cristal. São precisos, portanto, meios puros como o cristal para consegui-lo. Meios impuros resultam num fim impuro. Não obteremos a igualdade entre o príncipe e o camponês cortando a cabeça do camponês. Cortar cabeças não pode equiparar quem dá trabalho a quem é assalariado...
“Só os socialistas, sinceros, não-violentos e puros de coração conseguirão instaurar uma sociedade socialista na Índia e no Mundo”.
O trecho acima está na página 199 do livro Mahatma Gandhi – o Apóstolo da Não-Violência, de Huberto Rohden, ed. Martin Claret, 2000.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor.
sábado, 17 de janeiro de 2009
O PSB e os frutos do Espírito Santo
Antonio Carlos Rocha*
Fundado em 1945, com o nome de Esquerda Democrática, já em 1947, adotava a sigla atual. Em 1965 foi extinto pela ditadura. Reencarnou em 1985, e entre outros grandes quadros podemos citar, na primeira fase, Francisco Julião, em Pernambuco, organizador das Ligas Camponesas, e João Teixeira, na Paraíba (do filme Cabra Marcado para Morrer). Na segunda o acadêmico Antonio Houaiss, o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes e o jornalista Barbosa Lima Sobrinho. Há novos e ótimos nomes, mas fiquemos com estes históricos.
Penso que, na reorganização do Partido Socialista Brasileiro, vinte anos após o fechamento, aqueles que decidiram pelo símbolo da “Pomba da Paz”, do genial artista espanhol Picasso, estavam inspirados não apenas pelos ideais humanitários do socialismo, mas também pelos profundos significados que existem na Pomba da Paz, a Pomba do Espírito Santo, teologicamente falando. Certamente, este aspecto teológico, eles nem pensavam...
O mundo hoje precisa, urgentemente se equilibrar, nas mais diversas áreas, sob pena de mergulharmos todos na barbárie autodestruidora. E para que isso não se verifique sugerimos a proposta da Pomba da Paz.
No Evangelho de Mateus (3:16) o texto diz: “... e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele”.
A pomba é o símbolo que veio anunciar a missão de Jesus. Com todo respeito aos cristãos, afirmamos que a Pomba da Paz de Picasso, que está na bandeira e no símbolo do PSB, veio anunciar a importância do Socialismo para este nosso tempo. Curiosamente, as cores do partido são o amarelo da Luz do Sol, da Luz de Deus e o Vermelho que, bem pode ser, o sangue de Cristo e a cor do manto que ele usava. O lema do PSB: “Socialismo e Liberdade”, também é algo, altamente, teológico. Lembremos novamente de Jesus em João 8:32 “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
A verdade hoje é que o mundo precisa mudar para melhor e esta melhoria vemos no Socialismo, chega de mudar para pior, basta ! E é esta verdade-socialismo que vai nos levar à libertação das violências: violência das filas de madrugada nos hospitais públicos, violência dos transportes caros e ineficientes, fora a violência comum que estamos acostumados a ver diariamente na mídia.
Precisamos de paz interna, dentro de cada um. E paz externa: paz social, paz econômica, paz afetiva, paz política, paz ideológica etc.
Podemos até dizer, lembrando o folclore popular, que o galhinho de árvore, no bico da pomba, é um ramo de arruda, para trazer sorte, boa sorte Brasil !
P (de partido, de paz), S (de sorte, saúde, socialismo), B (de Brasil, bem, beleza). Liberdade, luz.
E neste ano de 2009, para nortear nossa vida rumo ao socialismo, recomendamos a reflexão sobre os “9 Frutos do Espírito Santo” que está na carta do apóstolo Paulo aos Gálatas 5:22 “... caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”.
Eis aí um bom código de ética para 2009 e os anos seguintes... rumo ao socialismo.
- textos bíblicos com base na Bíblia de Estudo Pentecostal, editora CPAD, 1995.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor e membro do PSB-RJ.
Fundado em 1945, com o nome de Esquerda Democrática, já em 1947, adotava a sigla atual. Em 1965 foi extinto pela ditadura. Reencarnou em 1985, e entre outros grandes quadros podemos citar, na primeira fase, Francisco Julião, em Pernambuco, organizador das Ligas Camponesas, e João Teixeira, na Paraíba (do filme Cabra Marcado para Morrer). Na segunda o acadêmico Antonio Houaiss, o ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes e o jornalista Barbosa Lima Sobrinho. Há novos e ótimos nomes, mas fiquemos com estes históricos.
Penso que, na reorganização do Partido Socialista Brasileiro, vinte anos após o fechamento, aqueles que decidiram pelo símbolo da “Pomba da Paz”, do genial artista espanhol Picasso, estavam inspirados não apenas pelos ideais humanitários do socialismo, mas também pelos profundos significados que existem na Pomba da Paz, a Pomba do Espírito Santo, teologicamente falando. Certamente, este aspecto teológico, eles nem pensavam...
O mundo hoje precisa, urgentemente se equilibrar, nas mais diversas áreas, sob pena de mergulharmos todos na barbárie autodestruidora. E para que isso não se verifique sugerimos a proposta da Pomba da Paz.
No Evangelho de Mateus (3:16) o texto diz: “... e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito Santo de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele”.
A pomba é o símbolo que veio anunciar a missão de Jesus. Com todo respeito aos cristãos, afirmamos que a Pomba da Paz de Picasso, que está na bandeira e no símbolo do PSB, veio anunciar a importância do Socialismo para este nosso tempo. Curiosamente, as cores do partido são o amarelo da Luz do Sol, da Luz de Deus e o Vermelho que, bem pode ser, o sangue de Cristo e a cor do manto que ele usava. O lema do PSB: “Socialismo e Liberdade”, também é algo, altamente, teológico. Lembremos novamente de Jesus em João 8:32 “e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.
A verdade hoje é que o mundo precisa mudar para melhor e esta melhoria vemos no Socialismo, chega de mudar para pior, basta ! E é esta verdade-socialismo que vai nos levar à libertação das violências: violência das filas de madrugada nos hospitais públicos, violência dos transportes caros e ineficientes, fora a violência comum que estamos acostumados a ver diariamente na mídia.
Precisamos de paz interna, dentro de cada um. E paz externa: paz social, paz econômica, paz afetiva, paz política, paz ideológica etc.
Podemos até dizer, lembrando o folclore popular, que o galhinho de árvore, no bico da pomba, é um ramo de arruda, para trazer sorte, boa sorte Brasil !
P (de partido, de paz), S (de sorte, saúde, socialismo), B (de Brasil, bem, beleza). Liberdade, luz.
E neste ano de 2009, para nortear nossa vida rumo ao socialismo, recomendamos a reflexão sobre os “9 Frutos do Espírito Santo” que está na carta do apóstolo Paulo aos Gálatas 5:22 “... caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”.
Eis aí um bom código de ética para 2009 e os anos seguintes... rumo ao socialismo.
- textos bíblicos com base na Bíblia de Estudo Pentecostal, editora CPAD, 1995.
(*) Antonio Carlos Rocha é escritor e membro do PSB-RJ.
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