domingo, 24 de junho de 2018

Poesia Budista Japonesa

ACPBR = Anotações Coletânea Primordial Budista Reflexões

Antonio Carlos Rocha

Ontem, 23/06/2018, ao meio dia, encontrei com o Bispo Cardoso e sua esposa, Lúcia, do Templo Hoshoji, Itaguaí, RJ, Budismo Primordial HBS.

O encontro foi no Clube Renascença, no bairro carioca do Andaraí, RJ. Era uma reunião com vários amigos em comum de um possível futuro candidato, nas próximas eleições ao Senado.

Na ocasião Hakuei Cardoso me entregou o livro “Coletânea de Versos do Budismo Primordial”, edição bilíngüe japonês português, 464 páginas.

Lembrei ao Cardoso que, dois anos antes das Comemorações do Centenário da Imigração Japonesa, eu fui iniciado no Rio como Gakutô (auxiliar sacerdotal) pelo então bispo Kyohaku Correa, de Curitiba, PR, e recebi o nome “Hakuan” que dizia-me ele, significava Serenidade.

E é assim, com serenidade e alegria que tenho me conduzido no aprendizado desta senda. Falei para ele, Cardoso, que as duas primeiras sílabas “Haku” dos nossos nomes, eram as duas últimas do nome do nosso professor Kyohaku, Odoshi, preceptor e mestre, uma seqüência que vem de Nichiren e por sua vez do Buda Sakyamuni.

Correa é formado em Língua Japonesa no Japão, onde viveu 11 anos consecutivos, tem mestrado na área, tradutor gabaritado, portanto, um grande mestre, além de ser agora Bispo Superior da HBS.

O livro em questão foi escrito por Mestre Nissen (1817-1890), consagrado poeta e monge fundador da HBS. Antes da HBS, ele foi monge Zen e Nichiren, não lembro as linhagens.

Ao longo da vida Nissen escreveu 3.380 versos, no estilo Waka, 31 sílabas. Ele ia estudando as Escrituras Budistas e reescrevia na forma poética. Deste modo temos uma panorâmica do Tripitaka e do Sutra Lótus. O volume traduzido no Brasil tem 1772 versos.

Aos poucos, mediante a permissão e paciência de vocês, dirigentes do grupo e demais membros deste grupo de estudos irei comentar algumas pequenas estrofes, uma de cada vez.

É um belo trabalho de Literatura. E, o que significa aquela sigla do título? São as inicias do meu nome completo. Literariamente fiz um acróstico.

sábado, 9 de junho de 2018

Kukai e a Filosofia



SabaDharma/SabaDhamma = Um pouco da Filosofia Budista aos sábados: “Os livros escritos pelo famoso monge japonês Kukai, surpreenderam até mesmo filósofos do porte de Kant e Hegel. O pensamento de Kukai estava num nível sofisticado, tendo já alcançado um grau altíssimo de perfeição...” (pág. 85, “As Leis do Futuro”, do médium budista japonês Ryuho Okawa).

domingo, 20 de maio de 2018

Pesquisando o Sutra Lótus



As duas partes do Sutra Lótus. A primeira: capítulos 1 ao 14 “estão centrados na figura de Sakyamuni, o Buda histórico que viveu por volta de 500 anos a.C. A segunda: capítulos 15 ao 28, “se refere ao Buda Eterno, que existiu como Buda (Iluminado) desde uma eternidade sem princípio e existirá por uma eternidade que não tem fim, e que, assumindo a forma de Infinitos Budas, se encontra em Infinitos Universos, instruindo Infinitos Seres e os guiando para a Iluminação” = pág. 42, Sutra Lótus, edição em português publicada nos EUA, Primordia, 2006.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Santa Inês, 20/04/18, hoje é seu Dia. Gratidão !



TI = Tribuna da Inês

Antonio Carlos Rocha

Hoje, 20 de abril é Dia de Santa Inês de Montepulciano, Itália. Ela faleceu no dia 20 de abril de 1317; nasceu em 28 de junho de 1268. Gratidão por uma grande Graça alcançada pela minha filha, meu genro e minha neta, recentemente, na Espanha.

Aos nove anos, a menina Inês convenceu os pais e eles concordaram a levá-la para um Convento Franciscano. Aos quinze anos tornou-se prioresa em outro Mosteiro de Orvieto.

A população pediu que ela voltasse para Montepulciano. Ela voltou e o povo contava os vários milagres da jovem: diziam que ela recebia a comunhão das mãos de um anjo. Era abençoada com muitos dons espirituais. Onde ela se ajoelhava nasciam flores, multiplicava pães, igual Jesus. Muitas vezes, ao fazer orações caía perfumado orvalho do Céu.

Ela gostava, particularmente, de um versículo dos Atos dos Apóstolos 5.12: “Pelas mãos dos apóstolos faziam-se numerosos sinais e prodígios no meio de povo”.

sábado, 24 de março de 2018

O Impressionante Jesus Misericordioso



Santa Faustina escreve sobre Jesus Misericordioso

Antonio Carlos Rocha

“Ó Amor Eterno, mandais pintar a Vossa Santa Imagem / E nos desvendais a fonte da misericórdia inconcebível ! / Abençoai quem se aproxima dos Vossos raios, / e a alma negra se tornará branca como a neve” = pág. 26.

O “Diário A Misericórdia Divina na minha Alma” abre com esta quadra poética. Eu não sei se no original em polonês tem rima, mas em português temos versos soltos, livres, sem rima. Também não sei se a “alma negra” está no original ou se é um recurso de versão.

Eu começo a comentar em Teresópolis, sábado, 12:15, no quarto do Hotel onde me encontro diante do Dedo de Deus. Sinto que a Montanha conversa comigo.

Aliás, desde a minha varanda, eu cumprimento diariamente o Dedo de Deus. Percebo que esta Montanha quer retribuir e conversar comigo. Vejo-a alegre, sorridente, feliz.

Também em nosso quarto, onde eu e minha esposa estamos, há um quadro na parede, e apresenta, na cabeceira da cama, uma foto da Montanha Dedo de Deus. Gratidão.

Muito bonito quando Santa Faustina chama Jesus de Amor Eterno. Entendo teologicamente, misticamente, pois ela afirma que daqui para frente vai amá-lo sempre.

Imagino que nessa última vida ela não acreditava em reencarnação, pois era uma freira católica. Entretanto, vamos ver que mais adiante, tanto ela quanto Jesus declaram-se que já se encontraram e conviveram em vidas anteriores.

Eu faço uma leitura budista/espírita dessa magnífica obra literária, assim, admito que o amor entre eles é eterno. Mestre e discípula, professor e aluna.

Peço perdão aos que discordam da minha interpretação, mas em partes adiante vamos ver que Jesus diz que ela é esposa dele, há longo tempo, eu leio há muitas longas vidas.

Entendo que é comum muitas freiras se dizerem esposas de Jesus, mas me parece que neste livro, Cristo assume a qualidade de esposo de Santa Faustina, e às vezes, a chama de minha secretária.

Respeitosamente vejo-os sim como marido e mulher espirituais. Aliás, Jesus está de parabéns, é uma jovem muito bonita e fotogênica. Interessante que ao longo de todo o Diário, quase 500 páginas, ele não chama outra freira de consorte, logo ... seria Santa Faustina reencarnação, ou como dizem os budistas, o renascimento de Maria Madalena?

Cristo foi muito feliz quando determinou que pintassem um quadro dele como a Misericórdia Divina. Santa Faustina começa a desvendar para todos nós esta Misericórdia Divina.

Só vivenciando saberemos o imenso poder que isso significa. Todo aquele, toda aquela que contemplar com fé esses raios e esta sagrada imagem saberá compreender as bênçãos crísticas.

Nossas almas também se tornaram luzes como é a atual imagem de nosso bom amigo de Nazaré.

domingo, 24 de dezembro de 2017

O Evangelho do Terceiro Milênio



Palavras de Jesus Misericordioso

Antonio Carlos Rocha

Tenho em mãos uma obra prima da Literatura Católica, até acrescento, da Literatura Espiritual Cósmica, servindo para todos aqueles que tem os corações e as mentes abertos, independente da religiosidade de cada um, ou mesmo ausência dela.

Não sou católico, sou budista há mais de 42 anos, mas isso não me impede de estudar outras crenças. Ao contrário, sendo budista, isso me impele a investigar outros credos. E sempre o faço no âmbito das ciências humanas acadêmicas: Literatura mormente que é a minha área de atuação.

Foi uma feliz descoberta que aconteceu em agosto de 2017, quando li maravilhado, um resumo da vida e obra da polonesa Santa Irmã Maria Faustina Kowalska (1905-1938).

Seu livro “Diário – A Misericórdia Divina na Minha Vida” tem 495 páginas e muitas fotos, Editora Apostolado da Divina Misericórdia, de Curitiba, lançada em 1993, já está na 41ª edição.

Faustina, que nasceu Elena, começou a receber mensagens e visões do próprio Jesus. Fica a critério de cada um acreditar, mas eu creio e vejo no fato, uma obra mediúnica de grande quilate literário e divino.

Cristo apareceu para ela e pediu que fosse anotando tudo em um caderno. Todas as palavras do sublime Galileu estão em negrito, facilmente identificáveis, portanto.

Atualmente é um dos meus muitos livros de estudos, pesquisas, vivências, preces e orações.

A primeira frase de Jesus está na página 7, ainda na Introdução. Diz Ele: “Até quando hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?” (Diário 9). Estas expressões podemos e devemos aplica-las de forma holística, isto é, ao todo. Em qualquer situação. É uma oportuna admoestação de Jesus, que pode e deve ser lida de forma pessoal e social.

E eu transplanto-a para o nosso querido Brasil: “Até quando Pindorama hei de ter paciência contigo e até quando tu Me desiludirás?”

Os “malfeitos” são tantos e inimagináveis que atualmente não mais nos surpreendemos, apenas coletamos as tristes estatísticas.

Penso que está na hora de vermos em Jesus Misericordioso o grande líder de nossa Nação. Grande Mestre, Grande Professor, Grande Pedagogo para que possamos construir uma “Terra das Palmeiras” bem mais agradável para todos nós.

Vou aos poucos fazer uma hermenêutica, isto é, uma leitura interpretativa desta obra que passou a me inspirar.

A segunda citação de Jesus, ainda na página 7 declara:

“Tu me infligirás tamanha dor, se saíres desta congregação! Chamei-te para este e não para outro lugar e preparei muitas graças para ti” (D.19).

A letra “D” entre parênteses identifica o nome do livro: “Diário” e a inserção na seqüência das frases do Senhor Cristo.

Antes de começar as anotações a freira Irmã Faustina chateou-se e pensou em mudar de convento. Mas o Mestre Jesus queria que partisse dali, daquele convento na Polônia esta obra básica para o Terceiro Milênio. É uma espécie de Novo Evangelho e assim eu tenho “dialogado” com ele, livro e com Ele, Jesus Misericordioso.

E por quê Cristo não queria que ela mudasse de mosteiro? Porque estavam reunidas naquela Casa conventual em Varsóvia, pessoas de grande espiritualidade que, com suas ótimas vibrações iriam ajudar e dar suporte aos textos místicos literários que estavam para vir a lume. Chatura? Chatice? Tem em qualquer canto e precisamos aprender a conviver com elas e ultrapassa-las

Uma das tarefas que Cristo deu à Faustina foi divulgar aos quatro cantos do mundo “a grande Hora da Misericórdia”. Todo dia, às 15 horas, onde quer que o leitor esteja, por alguns segundos lembre-se nesta precisa hora, mágico momento, que foi o precioso segundo em que Jesus faleceu na Cruz.

É o Tempo de Luz, de Harmonia de agradecer à Santa Missão do Sábio Nazareno. Conecte-se, por alguns instantes, discretamente, sem ninguém perceber e faça uma mini oração, uma rápida prece, solicitando saúde e bênçãos para você ou para outras pessoas que você queira encaminhar felicidades. É a Terapia Diária das 15 Horas.

E Lembre-se... Jesus é só Misericórdia. Ele pede que Faustina diga isso para todas as pessoas, daqui para frente chama-lo como Jesus Misericordioso, Cristo Misericordioso e então Ele vai nos “preparar muitas graças”.

E o que é “Misericordioso”? O Dicionário Etimológico Nova Fronteira, do mestre Antonio Geraldo da Cunha, informa que esta palavra surgiu na Língua Portuguesa, a partir do antigo Latim, no século XIII para explicar que o Cristo acolhe as nossas misérias, as nossas dores, as nossas tristezas, as nossas angústias e transforma-as em Luz, transmuta-as em saúdes.

Saúdes está no plural pois são Saúdes holísticas (termo grego que indica “holos” o todo, abrangente...) saúde física, saúde mental, saúde espiritual, saúde emocional, saúde financeira, saúde social, saúde afetiva, saúde educacional etc.

A meu ver, não é um simples livro, é um grande marco espiritual literário da humanidade.

Voltaremos a Ele...


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Buddha Compaixão



Estrofe Sutra Lótus

Antonio Carlos Rocha

Da testa do Buddha
Na terceira visão
Jorrou muitas Luzes
Senhor da Compaixão.