sexta-feira, 4 de maio de 2012

A Linguagem da Indisciplina


O que este excesso de indisciplina está querendo dizer? Quase que diariamente a mídia noticia. Na verdade, a indisciplina é um recado, é mensagem, é um tipo contemporâneo de informação, de rebeldia. Os mais apressados colocam a culpa nos professores, mas já estão aparecendo estudos sérios nas áreas de psicologia, filosofia, educação, pedagogia, economia e política sobre o assunto. É muito fácil colocar a culpa nos professores, é um discurso dos governos (não estamos generalizando) para não aumentarem dignamente, decentemente os salários dos professores e a grande imprensa ao divulgar a postura desses governos tem os seus interesses de classe, de elitismo e de perpetuação de exploração das massas. Criticar os docentes, infelizmente é um pensamento equivocado que é repetido por muitos.

A revista Educação (  www.revistaeducacao.com.br  ), nº 180, do mês de abril de 2012, tem importante matéria sobre o tema.

Na página 18 informa que “A indisciplina é um dos fenômenos mais complexos da realidade atual das escolas. Recentemente ela tem se tornado um grande obstáculo à ação educativa. Não se trata, é bom frisar da indisciplina do passado. As características agora são outras”.

Na página 38, outro artigo fala das “Trincheiras do Ensino (...) enfermidade de guerra (...) Transtorno de Estresse Pós-Traumático começa a ser detectado em professores vítimas de violência em sala de aula”. A citada doença antigamente acometia os soldados que voltavam das duas grandes guerras mundiais e da guerra do Vietnã.

Observe que existe a violência física, verbal, gestual, das mais diversas formas em sala de aula.

Existe também a violência econômica por parte dos governos que pagam mal (repetimos, não estamos falando de todos) os professores e demais profissionais da área escolar.

Logo no início da revista, página 9, a editora afirma: “O fato de o Estresse Pós-Traumático, um transtorno catalogado em decorrência da Guerra do Vietnã, ter chegado à escola mostra que, em muitos lugares, a sala de aula se transformou em um verdadeiro cenário de guerra. Ao mesmo tempo indica que, em geral, não há amparo suficiente nem por parte da escola nem por parte do poder público para resolver esse tipo de ocorrência”.

- o texto acima é parte do jornalzinho artesanal do Grêmio da Escola Estadual Assis Chateaubriand, Duque de Caxias, RJ, Baixada Fluminense.

www.gremioeassisc.blogspot.com
 

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